segunda-feira, 24 de maio de 2010

GESTORES EM FORMAÇÃO

Em fase de formação, os gestores do Acre das mais diversas área estão em Goiânia, através de uma parceria do governo do estado (FEM), Prefeitura Municipal de Rio Branco (FGB) e o SEBRAE. A idéia é qualificar profissionais para intervir nas mais diversas áreas de produção cultural, artística e étnica; é uma forma de realizar inclusão nos mais diversos setores da cultura acreana e criar um profissional que nos quadros dos governos ainda são exceção.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

SEJUDH - DPIR PARTICIPA DE OFICINA SOBRE RACISMO E SEXISMO INSTITUCIONAL EM BRASÍLIA

Por motivo da realização de uma oficina nacional sobre racismo e sexismo institucional, a secretaria de justiça e direitos humanos do Acre, através do DPIR - Dept. de Promoção da Igualdade Racial, esteve em Brasília a fim de participar da referida oficina, como também dividir experiencia com os presentes; gestores de promoção racial e de políticas  de genero de todo o País.
Na oportunidade do debate, vimos que o Acre, mesmo começando o debate com um certo atrasso, em relação aos demais Estados, hoje, proporcionalmente se encontra em um patamar bem elevado. Existe sim muita a coisa a ser implementada, e a 10639 é uma delas, mas em relação ao tempo do debate, estamos a frente de muitos Estados no que diz respeito a políticas de efetivação em prática.
Outro diferencial em nosso Estado, é que aqui,  intolerância é pauta de Estado; é um assunto que ocupa a agenda pessoal do Secretário Henrique Moura, que por determinação do Governador Binho Marques, resolve pessoalmente os casos que muitas vezes recebem até atenção especial da ouvidoria da SEPPIR.
Por essas e outras, esta secretaria recebeu o convite de participar, junto com o ministro Elóy Ferreira, e um seleto número de convidados, de um café da manhã em alusão á luta do 13 de maio. A recepção aconteceu no Gran Bittar hotel, no setor hoteleiro sul, na foto acima, um clic do chefe de cerimonial, Luziel Brito (AP). na chegada ao evento.

domingo, 9 de maio de 2010

O 13 DE Maio e suas repercussões...



A data está um pouco desprestigiada desde a década de 1970, quando os movimentos negros brasileiros resolveram instituir um dia da consciência negra para ressaltar o papel dos próprios negros no processo de sua emancipação. Assim, o dia 20 de novembro, que relembra a execução de Zumbi, seria um contraponto ao 13 de maio.
De acordo com essa perspectiva, o 13 de maio seria uma data que representaria a abolição como um ato de "generosidade" da elite branca e transformaria a princesa na personagem principal da libertação dos escravos. Ao contrário, o 20 de novembro, homenageando Zumbi e o quilombo de Palmares, seria um símbolo da resistência e da combatividade dos negros, que, de fato, não aceitaram passivamente a escravidão.
Aos poucos, o dia nacional da consciência negra ganhou prestígio, até ser incluído no calendário escolar brasileiro, pelo artigo 79-B, da lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que incluiu no currículo escolar a obrigatoriedade da temática "história e cultura afro-brasileira". Tornou-se também, segundo a Agência Brasil, um feriado em 225 municípios brasileiros, inclusive São Paulo, a maior metrópole do país.
Comemorar o 13 de maio
A questão que se pode levantar a partir disso é: há ou não motivos para a comemoração do 13 de maio? A efeméride tem, sim, seu valor histórico. Ela comemora a vitória do movimento abolicionista e do parlamento brasileiro. A campanha abolicionista, um dos maiores movimentos cívicos da história do Brasil, ao lado da campanha pelas Diretas Já, atingiu o êxito no exato momento que a princesa Isabel assinou a célebre lei.

Por outro lado, é importante ter em mente que a história trata de fatos do passado, mas as interpretações desses fatos dependem da época em que elas são feitas. O significado dos fatos, portanto, varia de acordo com as gerações de historiadores que se debruçam sobre eles e, também, segundo a ideologia que está por trás de suas interpretações.
Assim, o que se valoriza numa determinada época, pode simplesmente ser considerado menos importante ou até se pôr de lado numa ocasião posterior. Um outro exemplo da história ajuda a esclarecer a questão: a comemoração de 21 de abril, que relembra o martírio de Tiradentes só passou a existir após a Independência do Brasil. Enquanto éramos colônia portuguesa, Tiradentes não era considerado um herói, muito pelo contrário.
Depois da abolição
Enfim, a lei Áurea serviu para libertar 700 mil escravos que ainda existiam no Brasil em 1888 e proibir a escravidão no país. Independentemente disso, não se pode deixar de reconhecer que a abolição não resolveu diversas questões essenciais acerca da inclusão dos negros libertos na sociedade brasileira. Depois da lei Áurea, o Estado brasileiro não tomou medidas que favorecessem sua integração social, abandonando-os à própria sorte.

Essa dívida social, porém, não pode ser imputada somente à princesa Isabel e à monarquia. A situação social dos negros não melhorou com a República. Sobre isso, o Estado só veio a se pronunciar com mais veemência no ano 2003, com a instituição da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, que tem desenvolvido projetos visando a inclusão social do negro.
Apesar disso, as estatísticas do IBGE ainda registram grande desigualdade em relação a negros e brancos. Alguns exemplos referentes à educação são bastante significativos. Os dados mais recentes apontam a taxa de analfabetismo das pessoas com 15 anos de idade ou mais: 8,3% de brancos e 21% de negros.


A média de anos de estudo das pessoas com 10 anos de idade ou mais é de quase seis anos para os brancos e cerca de três e meio para negros. Enquanto 22,7% dos brancos com 18 anos ou mais concluíram o ensino médio, somente o fizeram 13% dos negros.