quarta-feira, 23 de junho de 2010

CURSO DE D.H EM SENA MADUREIRA É SUCESSO.




Em mais uma etapa, o projeto de formação de agentes em Direitos Humanos chegou no Município de Sena Madureira e realizou talvez uma de suas melhores apresentações.
A participação do público foi excelente em todos os sentidos, pois participaram efetivamente de todas as fases do curso debatendo e interagindo com os professores e professoras do curso.
A idéia é manter um grupo que fique atento ás violações de Direitos Humanos em Sena Madureira em seus mais diversos aspectos.
O alcance e a qualidade alcançada por essa ação da SEJUDH-AC, é um daqueles projetos que por si já enseja uma nova edição mais ampliada; pelo menos esse é o desejo da maioria dos alunos que freqüentaram o curso.

domingo, 20 de junho de 2010

UMA VITÓRIA HISTÓRICA, E NÓS FIZEMOS PARTE.


Aprovado Estatuto da Igualdade, Serys tenta convencer Senado a votar cotas raciais




Depois da aprovação do projeto que cria o Estatuto da Igualdade Racial, nesta semana, pelo Plenário do Senado, a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) pretende deflagrar um movimento para convencer os senadores a também votar o projeto (PLC 180/08) que reserva metade das vagas nas universidades e escolas técnicas federais para pobres, negros, pardos e indígenas.

- A repercussão do Estatuto da Igualdade Racial, aprovado sem as cotas raciais, não foi boa na comunidade afrobrasileira. Espero que os senadores reflitam sobre isso e voltemos a discutir o assunto. No entanto, não vamos abrir mão de criar as cotas raciais - disse nesta sexta-feira (18) a senadora.

O projeto já está no Senado há quase dois anos, foi longamente debatido, mas chegou-se a um impasse na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Serys é a relatora da proposta e insiste na implantação das cotas raciais. Um grupo de senadores da CCJ não concorda com as cotas raciais, mas aceita cotas sociais - para estudantes pobres ou que freqüentaram apenas escolas públicas. Faz parte deste grupo o próprio presidente da Comissão, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que detém a prerrogativa de decidir projetos que irão a voto.

O PLC 180/08 estabelece que 50% das vagas das universidades federais e escolas técnicas federais têm de ser reservadas a estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas, sendo a metade desta cota para alunos negros, pardos ou indígenas e a outra metade para alunos oriundos de famílias com renda de até 1,5 salário mínimo per capita.

A senadora Serys Slhessarenko foi indicada para relatar quatro projetos que tramitam no Senado com o objetivo criar em lei cotas para ingresso nas universidades e escolas técnicas. Ela rejeita três deles, apresentados pelos senadores Marconi Perillo (PSDB-GO) e Alvaro Dias (PSDB-PR) e pela então senadora Íris de Araújo, hoje deputada federal.

O projeto de Marconi Perillo (PLS 344/08) reserva, por 12 anos, vagas para estudantes oriundos de escolas públicas (a cota começaria em 50% e cairia gradualmente até 20%). Já Álvaro Dias propõe (PLS 479/08) destinar 20% das vagas para estudantes de famílias com renda de no máximo 1,5 salário mínimo por pessoa. A ex-senadora Íris de Araújo sugere (PLS 215/03) reservar 30% das vagas para alunos cuja renda familiar seja de até 5 salários mínimos.

O parecer da senadora de Mato Grosso está pronto desde abril do ano passado, mas nunca chegou a ser colocado em votação, por falta de acordo. Nesse período, o senador Marconi Perillo apresentou dois votos em separado, alternativos ao relatório de Serys Slhessarenko. Neles, o senador praticamente repete seu projeto, mas chega a baixar para 40% a cota inicial para alunos que só cursaram escolas públicas.

O PLC 180/08 chegou ao Senado depois que os deputados decidiram juntar vários projetos que tratavam de cotas raciais e sociais nas universidades e escolas técnicas federais. Um deles (PLS 546/07) saíra do próprio Senado, de autoria da senadora Ideli Salvatti (PT-SC), e reservava 50% das vagas para estudantes oriundos de escolas públicas e que se declarassem negros, pardos ou indígenas.

Antes dele, o Senado havia aprovado outro projeto (PLS 650/99) prevendo a implantação de cotas raciais. Apresentado pelo senador José Sarney (PMDB-AP), ele destinava a afrobrasileiros 20% das vagas no serviço público do país e em qualquer escola de nível superior, pública ou privada. O projeto de Sarney passou a tramitar em conjunto com o projeto que acabou se transformando no Estatuto da Igualdade Racial, uma proposta original do então deputado e hoje senador Paulo Paim (PT-RS).

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A DPPIR- SEJUDH APÓIA A POSIÇÃO DA SEPPIR SOBRE A APROVAÇÃO DO ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL





Estatuto da Igualdade Racial representa avanço histórico

Na próxima quarta-feira, 16 de junho, o País dará um grande passo para a

consolidação das políticas que visam à promoção da igualdade racial. Neste dia, a
partir das 10 horas, entra novamente na pauta do Senado Federal a votação do
Estatuto da Igualdade Racial. Depois de ser apresentado pelo senador Paulo Paim
(PT/RS), em 2003, o projeto de lei foi para a Câmara dos Deputados, onde sofreu
modificações, até ser aprovado por Comissão Especial, em setembro de 2009. De
volta ao Senado Federal, após muitas protelações, o projeto finalmente será
votado e aprovado nesta quarta-feira. O documento que será votado na Comissão
de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal tem como relator o senador
Demóstenes Torres (DEM/GO), que também é presidente da Comissão.
Foram anos de luta para que o Estado brasileiro pudesse ter enfim um documento
que consolidasse os anseios históricos da população negra, ainda carente de
políticas que diminuam o enorme fosso que nos impede de acessar as condições
básicas para o exercício da cidadania.
As negociações e mobilizações têm sido intensas para colocar o projeto em
votação. Isso porque, tanto o autor do projeto, senador Paulo Paim, e a Secretaria
de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República
(Seppir/PR), quanto organizações do Movimento Negro, entendem que a
oportunidade é única para consagrar direitos para milhões de brasileiros e
brasileiras, negras e negros.




Marco na luta pela cidadania



É inegável a importância histórica do Estatuto da Igualdade Racial. No seu

conjunto, trata-se da reafirmação, pelo Estado brasileiro, de demandas seculares

dos Movimentos Negros e da população negra, nas mais diversas áreas. Entre

elas: educação, cultura, esporte e lazer, saúde e trabalho. O documento também

formula respostas para a inserção apropriada dos afro-brasileiros nos meios de

comunicação de massa, para as demandas por moradia, acesso à terra,

segurança, acesso à justiça, financiamentos públicos, entre outros itens. A se

considerar a distribuição de cada uma dessas demandas entre os 69 artigos que o

compõem, o Estatuto da Igualdade Racial significa uma nova etapa na luta pelos

direitos dos negros e negras no Brasil.

O Estatuto sedimenta uma série de avanços, fruto de uma árdua luta política, que

definem seu caráter fundamental, o de um diploma de ações afirmativas. A partir


da aprovação desse documento, terá início outra fase de extrema importância na
luta pela Igualdade Racial em nosso país: a da mobilização da sociedade

brasileira em torno do aperfeiçoamento deste instrumento legal, através da

regulamentação de seus dispositivos.

Nesse sentido, a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial,


através de seus dirigentes e integrantes, e na condição de órgão do Governo
Federal, busca somar esforços junto com toda a nação, em especial os

movimentos negros. É com este objetivo que nos dirigimos aos nossos

destacados, competentes e respeitáveis ativistas, de modo a chamá-los à luta,

mais uma vez.

Insistimos com todas as organizações dos Movimentos Negros que é importante

fortalecer este processo de conquistas sociais, políticas e econômicas para os

afro-brasileiros, de forma a garantir a aprovação do Estatuto e consagrar os

direitos da população negra brasileira.

A seguir, apresentamos algumas informações que consideramos fundamentais

sobre o teor do texto que será votado no Senado.

Entre eles, destacamos:

o Estatuto prevê fontes de financiamento para programas e ações que


visam à promoção da igualdade racial. Orçamentos anuais da União, por
exemplo, deverão contemplar as políticas de ações afirmativas destinadas
ao enfrentamento das desigualdades em áreas fundamentais, como


educação, trabalho, segurança, moradia, entre outras.
o Poder Público priorizará o repasse dos recursos referentes aos
programas e atividades previstas no Estatuto aos estados, Distrito Federal
e municípios que tenham criado Conselhos de Igualdade Racial.
no âmbito educacional, o Estatuto estabelece, ainda, parâmetros para a
aplicação de ações afirmativas voltadas à população negra.
o documento também assegura a instituição de um conjunto de
mecanismos legais para organizar e articular as ações voltadas à
implementação das políticas e serviços destinados a superar as
desigualdades étnico-raciais existentes no país: o Sistema Nacional de
Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR).
O texto aprovado também reafirma o princípio constitucional de que os
moradores das comunidades de remanescentes de quilombos têm direito à
propriedade definitiva das terras. O Estatuto, assim, fortalece o decreto
número 4887/2003.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

DPIR - SEJUDH AUXILIA NA ELABORAÇÃO DE PROJETOS DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL QUILOMBOLA







Em Curitiba.

A SEJUDH, através do Departamento de Promoção da Igualdade Racial, participou com movimento negro e as Comunidades Quilombolas, á convite, da elaboração do projeto de formação profissional nas comunidades de quilombos no Estado de Paraná. A experiência dos gestores públicos do Paraná é uma referencia nacional inclusive no que diz respeito a 10.639 - 03  e também aos tratos sobre comunidades quilombolas, passando as dificuldades e os ''perrengues'' comum a todos no cenário nacional em relação a saúde, educação, emprego entre outros.
Na reunião com as comunidades, foi de enorme contribuição nossa troca de experiência no trato com os gestores públicos de nosso Estado; que mesmo com o debate ainda incipiente, ressalta a vontade política e as parcerias entre o poder Estadual e Municipal na resolução de casos de intolerância religiosa e na distribuição de algo em torno de 14 toneladas de cestas básicas a ser concluídas ainda nesse primeiro semestre. Dividimos também a experiência da criação da rede nacional de saúde de terreiro, que também só foi possível devido as nossas parcerias.
Propomos aos elaboradores do projeto de formação profissional, que de acordo com a boa experiência de nosso projeto de formação de agentes de direitos humanos, que independente do curso profissional a ser dado, a grade mantenha no mínimo três disciplinas fixas e comum a todos, a saber; Saúde da População Negra, Educação e 10639 e Direitos Humanos; o que foi bem aceito, inclusive fomos convidados a ministrar a aula inaugural de direitos humanos, onde estaremos representados pelo Dr. Valdecí Nicácio, um especialista e um ativista de renome.
Outro fruto de nossa visita foi a troca de experiências baseada na intersetorialidade dos órgãos público no que diz respeito a 10639, que em breve resultará na vinda dos gestores do Paraná ao nosso Estado do Acre. Esperamos que consigamos em breve viabilizar essa nova troca  saberes e tecnologia social.